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sábado, 26 de dezembro de 2009

In Paradisum - Fauré

Gabriel Fauré

Filho de gente modesta, mostrou muito novo notáveis aptidões para a música, tanto que aos 8 anos, sem auxílio de mestre, fazia improvisações no harmonio da igreja de Montgauzy.

Em 1855 Fauré entra para a afamada Escola Niedermeyer, de Paris, onde permanece como aluno interno até 1865, onde recebeu uma sólida educação musical e geral. Do corpo docente da Escola, fazia parte Saint-Saëns, ao qual ficou devendo, além dos seus conhecimentos pianísticos, uma cultura musical que não só abrangia os grande mestres contemporâneos, como lhe revelava a grandeza e perfeição de ofício de um Johann Sebastian Bach.

Fauré, após a guerra de 1870 faz contínuas viagens para assistir uma série de apresentações de Saint-Saëns e, principalmente, Richard Wagner. Embora impressionado com a música e o gênio de Richard Wagner, Fauré nem por um momento se deixou influenciar por uma arte inteiramente estranha ao seus temperamentos próprios, permanecendo na história da música francesa da segunda metade do Século XIX como um dos raros compositores que souberam resistir aos sortilégiosos Wagnerianos.

As peças para piano (improvisos, Nocturnos, Barcarolas, etc), que dotavam a música francesa de obras que ela há muito desconhecia, iam se sucedendo, acompanhadas pelas melodias admiráveis, implantavam na França um gênero que ia verdadeiramente continuar a tradição deFranz Schubert e Robert Schumann.

Em 1920, com a idade de 75, ele aposentou-se do Conservatório, principalmente devido à sua crescente surdez.

O vídeo acima é de uma das minhas músicas preferidas dele: In Paradisum, última parte do Requiem em Ré Menor. Muito bonita.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabriel_Fauré

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Glória – Missa em Dó Maior - Beethoven

 

A Missa em Dó Maior, de Beethoven, é uma obra coral que conheci a alguns anos atrás e simplesmente amei! É belíssima. A parte mais bonita é o Credo, mas esse Glória é impressionante,por isso está sendo postado aqui pra quem quiser conhecer. Alguns detalhes no texto abaixo.


A Missa em Dó Maior, composta durante o ano de 1807, foi a segunda obra religiosa e Beethoven. A primeira foi o oratório O Monte das Oliveiras, composto em 1803 e que representou uma mistura de estilos, combinando elementos religiosos com sinfônicos, de consertos e de óperas. Na Missa em Dó Maior, no entanto Beethoven faz de sua obra cinco movimentos colossais com características individuais correspondentes aos do ordinário da missa: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus/Benedictus e Agnus Dei.

Estes movimentos são blocos musicais que se desenvolvem como sendo entidades sinfônicas. Conseqüentemente, as vozes solísticas perdem suas características de concerto; elas se mesclam com o coro em cada um dos movimentos, sobrepujando-o somente nas partes essenciais por razões contextuais ou expressivas.

Segundo os costumes, desde os tempos de Joseph Haydn, como Kappelmeister, fazia-se no principado uma celebração anual com uma missa composta para a ocasião, e a Missa em Dó Maior teve sua primeira apresentação no dia 13 de setembro de 1807, sendo composta sob encomenda a Beethoven, pelo Príncipe Nicolaus II Esterházy, em homenagem à sua mulher.

Infelizmente esta obra não teve a merecida acolhida pelo ouvintes de sua primeira audição. Por razões circunstanciais sua apresentação não foi sucedida de uma preparação fidedigna. Isto levou o príncipe juntamente com seus compatriotas a tomarem uma atitude não entusiástica diante desta missa. Devido a tal circunstância, Beethoven dedicou-a ao Príncipe Ferdinand Johann Nepomuk Joseph Kinsky.

Fonte: http://vsites.unb.br/coral/index2.php?action=ver_obra&id=14

sábado, 12 de dezembro de 2009

Thanks be to God!

E aqui estamos nós em mais uma postagem sobre a Música dos Grandes Mestres. Desta vez, o destaque vai para a obra ELIAS, do Felix Mendelssohn. O vídeo acima é da última música da primeira parte. Uma das mais belas composições corais que eu já ouvi: Graças a Deus porque Ele rega a terra seca. É um agradecimento do povo de Israel depois de três anos e meio de seca.

Para o libreto de Elias, Mendelssohn voltou mais uma vez a requerer os serviços de Schubring, o libertista de Paulus, tendo sido mais tarde traduzido para o inglês por William Bartholomew, o tradutor habitual dos textos de Mendelssohn.
A interpretação inglesa da oratória, obteve, entre o publico anglo-saxónico, não só um caloroso acolhimento, como um êxito duradouro, ainda maior que junto do publico alemão. A razão deste acolhimento deveu-se ao facto de Mendelssohn, mais uma vez, ter sido um intérprete sensível dos gostos da sua época.
Segundo Berlioz, Elias é “magnificamente grandioso e de uma sumptuosidade harmónica indescritível”. No entanto e apesar te toda a excitação à volta desta obra, surgiram imediatamente alguns críticos que acusavam Mendelssohn de conceber oratórias a pensar única e exclusivamente para as salas de concerto ou para os palcos ao ar livre dos festivais, esquecendo-se dos edifícios religiosos onde seria suposto serem apresentadas as obras de cariz religioso.
Na concepção de Mendelssohn, a nova oratória romântica distinguia-se da ópera apenas pela primazia atribuída à narrativa épica sobre a acção dramática. No que diz respeito a Elias, Mendelssohn chegou mesmo a afirmar que, tal como acontecia em todos os libretos extraídos do Antigo Testamento, em Elias é o elemento dramático que deve dominar. É preciso que as personagens falem, ajam e vivam. (…) Vejo Elias como um profecta muito autentico, como precisaríamos nos nossos dias, enérgico e fervoroso, mas também severo, encolerizado e sombrio, opondo-se ao bando de cortesãos e canalhas e quase toda a gente, e no entanto sustentado pelas asas doas anjos”. Tal como Liszt, Mendelssohn deseja unir o Teatro e a Igreja, e espera do libertista uma estratégia narrativa sem narrador.
Estraído do Livro dos Reis e pontuado de diferentes fontes bíblicas, esta obra relata a luta no seio de Israel entre Elias e os soberanos ímpios Achab e Jezabel, portanto entre Baal, o falso deus, e Jeová, o verdadeiro Deus, bem como a subida de Elias aos céus no carro de fogo.
Se Paulus se situava na linha da Paixão Segundo São Mateus, Elias coloca-se na de Israel no Egipto ou na de Salomão; um soa mais bacchiano, o outro ainda mais haendeliano ou “handelssoniano” como escarneceria mais tarde Richard Wagner.

Fonte: http://tv1.rtp.pt/antena2/index.php?article=491

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sanctus

 

Continuando nossa viagem pela música, apresento uma das músicas com as quais fiquei super impressionado na primeira vez que ouvi: O Sanctus, de Bach. Faz parte da Missa em Si Menor. Como meu conhecimento é pouco, vou transcrever o que achei na Wikipédia sobre essa obra.

A Missa em Si menor (BWV 232) é uma tradução musical da Missa latina de Johann Sebastian Bach. Embora partes da Missa em Si menor datem de 1724, o todo só foi montado na forma que conhecemos em 1749, imediatamente antes da morte do compositor em 1750.

Surpreendentemente, Bach não deu um título à obra. Em vez disso, na partitura, as quatro partes da Missa Latina têm, cada uma, sua página título—Kyrie, Gloria, Simbolum Nicenun (conhecido como Credo Niceno - Credo) e o Sanctus, Hosana, Benedictus, Agnus Dei— e simplesmente agrupou todos juntos. Na verdade, as diferentes seções têm diferentes número e arranjo de intérpretes, levando à teoria de que Bach jamais teria esperado que a obra fosse toda executada numa única audição. Por outro lado, as partes no manuscrito são numeradas de 1 a 4 e a assinatura usual de Bach (S.D.G. = Soli Deo Gloria) é encontrar apenas no final do Dona Nobis Pacem. De qualquer modo, a Missa representa uma experiência musical poderosa e unificadora. Devido ao seu tamanho—aproximadamente duas horas de música—nunca foi tocada integralmente como parte da liturgiada igreja. Depois da morte de Bach, seu filho, Carl Philipp Emanuel Bach executou em Berlim a parte do Glória, mas não a missa completa. Apresentações em grande escala de toda a obra não foram encenadas até o século XIX, a primeira grande apresentação tendo ocorrido em 1850. A primeira audição americana da Missa, foi feita em 27 de março de 1900 pelo Bach Choir of Bethlehem, em Belém, Pensilvania (EUA).

Um comentarista resume a obra da seguinte maneira: "A Missa em Si menor é a coroação de toda uma vida. Iniciada em 1733, por razões diplomáticas, foi concluída nos últimos anos da vida de Bach, quando ele já estava cego. Esta obra monumental representa a síntese de tudo que o Kantor de Leipsig contribuiu para a música em termos de estilo e de técnica. Mas é também o mais impressionante encontro espiritual entre os mundos da glorificação católica e o culto luterano da cruz (A. Basso)."[1]

Bach era um luterano comprometido e é apenas aparentemente estranho que tenha composto uma missa latina dessa magnitude, integrante da liturgia da Igreja Católica Romana. Deve ser lembrado que as igrejas luteranas de seus dias, freqüentemente celebravam missas latinas. Como um dos maiores compositores religiosos, ele se preocupava com o cerne do mistério cristão. Lutero admitia na revisão que fez da Missa Romana tradicional, o Kyrie, o Gloria in Excelsis, o Credo de Niceniano e o Sanctus. Bach produziu quatro pequenas missas (com duas seções apenas) para uso litúrgico.[2]

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

INICIO

Um dia desses falei um pouco sobre música no meu outro blog e resolvi criar esse aqui para divulgar um pouco mais a música dos grandes mestres, como chamamos. As postagens aqui serão de vídeos sobre música clássica instrumental e coral.

Iniciarei com uma das mais belas composições corais de toda história da humanidade, o Aleluia, do Handel. Depois falaremos sobre ele. Por enquanto, assista o vídeo do "The Poznan Nightingales" (achei 10 a performance deles) e convide sua alma a glorificar the King of Kings.