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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Amanhecer – Grieg

Peer Gynt é uma peça teatral publicada em 14 de novembro de 1867, em Copenhague, capital da Dinamarca, escrita pelo dramaturgonorueguês Henrik Ibsen.

A primeira representação de Peer Gynt foi feita no Teatro de Cristiânia, localizado em Oslo (capital da Noruega), em 24 de fevereiro de 1876 [1]. Esta apresentação foi musicada pelo compositor norueguês, Edvard Grieg.

Ibsen escreveu Peer Gynt durante uma viagem que fazia a Roma, Ischia e Sorrento. Na primeira edição, foram feitas 1,250 cópias, e após 14 dias, mais 2,000 cópias foram impressas. A maior razão para as vendas em larga escala foi o sucesso que fez sua peça anterior, Brand.

O livro

Henrik Ibsen foi um dos principais expoentes do teatro realista moderno. Suas peças causaram espanto e escandalizaram a sociedade de então pois os valores morais da família e da propriedade eram ainda amplamente aceitos e qualquer contestação poderia ser tida como ofensiva e imoral.

Ao contrário das outras obras de Ibsen, Peer Gynt foi escrita em versos, pois sua intenção original era escrever um drama, que não seria para performances em palco. Também é diferente das outras obras por ser uma fantasia ao invés de uma tragédia realística.

Para escrever Peer Gynt, Ibsen teria se inspirado nas tradicionais casas de fazenda, situadas emVinstra, no leste da Noruega. Mais especificamente, ele teria se inspirado em uma casa, hoje aberta ao público, de propriedade de ‘’Peder Günt’’ [2].

A música

Ao invés de criar uma ópera, Edvard Grieg, optou por criar uma música de cena para acompanhar a peça de teatro baseada no livro de Ibsen. Tal tarefa demorou anos para ser concluída. A princípio, tratava-se de 23 peças que seriam a “trilha sonora”. Tempos depois, Grieg escolheu trechos favoritos e os reorganizou sob a forma de duas suítes.

[editar]Suíte Nº 1

Esta organizada da seguinte maneira:

  • Amanhecer: Anteriormente presente no quarto ato de Peer Gynt, trata-se de uma melodia de uma flauta, com o posterior acompanhamento da orquestra. Este trecho representa o nascer do sol, sendo uma das partes mais conhecidas da obra.
  • A morte de Aase: Este trecho representa o último diálogo entre a Peer Gynt e sua mãe, que falecerá sem que o protagonista perceba.
  • A dança de Anitra: É uma melodia de origem oriental, representando as origens da personagem Anitra.
  • No Antro do Rei da Montanha: Possivelmente o trecho mais conhecido da obra, onde contrabaixos e fagotes aceleram continuamente o ritmo até o ápice com toda a orquestra.
[editar]Suíte Nº 2
  • Rapto e lamento de Ingrid: Neste trecho, o protagonista demonstra sua faceta mais ruim, raptando uma moça no dia do casamento.
  • Dança árabe: Trecho representando as viagens de Peer Gynt.
  • O regresso de Peer Gynt: Como o próprio título sugere, este trecho narra o protagonista voltando para sua casa. Grieg procurou demonstrar aqui certos sentimentos do personagens tais como: a alegria por estar de volta, a saudade pela vida sem rumo, a reflexão sobre os acontecimentos (aventuras) passados, etc.
  • Canção de Solveig: Logo no princípio do livro, o protagonista vai se divertir em um baile. Chegando lá, porém, nenhuma moça aceita dançar com ele. Solveig, uma bela jovem, se oferece para dançar, conquistando o amor de Peer Gynt. Quando ele parte em sua jornada, Solveig o espera

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bach - Cantata ''Gott ist mein König'' BWV 71 - 1/2

 

Período VI - Mühlhausen (1707-1708)

ach tinha 22 anos quando chegou em Mühlhausen. Uma cidade imperial livre que tinha sido governada por mais de quatro séculos por um conselho eleito, ao invés de o ser por nobres. Mühlhausen nomeou seu novo servo para o cargo de Organista da Igreja de São Blasius, uma estrutura magnífica datada do século XIII. Em um passado recente a Blasiuskirche havia contratado celebridades como Rudolph Ahle e seu filho Goerg, seus organistas por mais de cinqüenta anos. Quando o cargo ficou disponível com a morte do Ahle mais jovem, um parente de Bach, Walther, recusou a candidatura ao posto se mudando assim para Weimar. No período em que Bach fez a prova, o cargo já estava vago há seis meses, indicando que ele não foi o primeiro escolhido para ser o sucessor de Ahle. Apesar da reticência das autoridades em escolher alguém com uma experiência menor que seus antecessores, o salário pago era o mesmo do cargo de Arnstadt e menor que o de Ahle.

m agosto do ano de sua chegada a Mühlhausen, Bach foi beneficiado por uma herança, de seu tio materno Tobias Lämmerhirt de Erfurt. A herança equivalia a meio ano de seu salário. E assim respeitavelmente e com dote, Bach propôs casamento a sua prima Bárbara, de Arnstadt. Os dois se casaram na igreja do povoado de Dornheim, perto de Arnstadt, em 17 de outubro de 1707.

Encontro com o Pietismo.

esmo com o seu auspicioso começo no cargo de Mühlhausen, este foi manchado por sua brevidade; Bach permaneceu no cargo por apenas nove meses. A causa da insatisfação de Bach pode ser marcada por uma controvérsia teológica que violentava a cidade, por Mühlhausen ser o centro do Pietismo. Enquanto há evidencias de que Bach tenha sido puxado para o estilo mais devoto de adoração defendido pelos pietistas, ele não poderia ter se sentido confortável com a indiferença deles perante as artes litúrgicas. Não demorou para Bach perceber que o pietismo estava se aproximando da estética calvinista na qual as musicas tecnicamente exigentes e elegantes eram postas de lado pois se considerava que elas chamavam muita atenção para si em detrimento da adoração pura. E isto deveria ser evitado. Os pietistas estavam cada vez mais incomodados com as musicas mais complexas do que com os motetos e os hinos sem nenhum adorno.

Frohne, pastor pietista.

pastor Johann A. Frohne da igreja de São Blasius era pietista. Há toda razão para acreditar que ele e Bach se dessem muito bem, mas os fieis não gostavam da música de Bach. Além do mais, os predecessores de Bach, os Ahle, eram nativos da cidade e a população de Mühlhausen não foi muito amistosa com o novo organista e sua esposa.

Pastor Ortodoxo Eilmar.

ach se descobriu cada vez mais em companhia do pastor Georg Christian Eilmar da vizinha Marienkirche.Dez anos antes da chegada de Bach, Eilmar permanecia ao lado do Luteranismo ortodoxo nos debates recorrentes com os pietistas. Eilmar forneceu os textos de algumas das cantatas de Bach nesse período Enquanto ele e sua família foram como padrinhos para os primeiros filhos de Bach.

Primeira cantata.

ach sincronizou a sua renuncia de forma que coincidisse com o acontecimento musical mais festivo do ano em Mühlhausen, um feriado patrocinado pelo conselho municipal. Era esperado que o organista de São Blasius compusesse uma nova cantata para este feriado, e para garantir seu sucesso, o conselho pôs a disposição de Bach os melhores músicos da cidade. Esta ocasião é significativa, pois pela primeira vez na sua vida, Bach tinha forças musicais suficientes para ajuda-lo em uma composição a mão livre. A obra que Bach compôs foi sua primeira cantata. Gott ist mein König (BWV 71) [Deus é meu Rei]. Os patronos da cidade, desejosos de se imortalizarem como patronos da cantata, decidiram publica-la rapidamente. Realizando as intenções deles, hoje a cantata Gott ist mein König (BWV 71), é o único motivo pelo qual seus nomes são lembrados. Esta é, no entanto, a única cantata que Bach publicou em vida.

Música litúrgica de alto nível.

m 30 de maio de 1707, um incêndio de grandes proporções destruiu um quarto da cidade e causou um considerável abalo econômico a cidade, e que não foi favorável ao incentivo da música litúrgica. Não podemos nos esquecer que Bach era muito ambicioso e não hesitaria de tentar aumentar seu status financeiro e social.

ntão enquanto as relações continuavam amistosas com Mühlhausen, Bach reverteu à situação informando que uma oferta tinha vindo inesperadamente do duque de Saxe-Weimar oferecendo um aumento imediato de seu salário. Em sua carta de renuncia, Bach também declarou que ele tinha vindo para Mühlhausen com um objetivo de compor um conjunto de musicas litúrgicas de alto nível, e que, dada às circunstancias presentes, percebera que a realização de tal meta seria impossível naquela cidade, e que ele decidira partir de forma que pudesse alcançar seu objetivo em outro lugar. Os patronos da cidade tentaram dissuadir Bach, mas percebendo pelas palavras deles: “Nós não podemos força-lo a ficar.” Que não conseguiriam. Eles liberaram Bach com o pedido de que supervisionasse a reconstrução do órgão. Bach prosseguiu com a supervisão e retornou em 1709 para inaugurar o órgão reconstruído, possivelmente com o prelúdio coral Ein' feste Burg (BWV 720).